Agro

O que as pequenas e médias empresas estão fazendo para driblar o tarifaço de Trump

Médias e pequenas empresas que exportam para os Estados Unidos criam estratégias para não quebrar e aguardam plano do governo

Por Redação

REDAÇÃO

11/08/2025 • 14:36 • Atualizado em 11/08/2025 • 14:36

O governo brasileiro está preparando um plano de contingência para socorrer os empresários afetados pelo tarifaço de Donald Trump. Grandes, médios e pequenos empresários, principalmente, já estão sentindo os impactos econômicos que a medida pode provocar. O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, está liderando um comitê interministerial para tratar a questão e deve anunciar, nesta terça-feira (12) mais detalhes do plano.

Além das medidas internas, está prevista uma reunião entre representantes do governo brasileiro e o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bess, na tentativa de negociar a redução da alíquota. A expectativa de grandes segmentos, como o de carnes, já vivem um drama na tentativa de manter empregos.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad também está envolvido nas negociações, focando nos produtos como café, pescados e frutas que não foram isentos das tarifas. Enquanto o plano de contingência não é oficialmente lançado e as negociações prosseguem, os pequenos e médios produtores enfrentam desafios significativos. Cerca de 3100 micro e pequenas empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos poderão ver uma queda no faturamento, não apenas devido ao impacto direto das tarifas, mas também pelos efeitos indiretos em pequenos negócios que vendem produtos ou prestam serviços para grandes exportadores.

Um exemplo claro do impacto dessas tarifas é a situação de uma fábrica de chocolates 100% brasileira, que utiliza cacau da Bahia e mão de obra da zona sul de São Paulo . A fábrica, que exporta para sete países da Europa e estava se preparando para expandir sua produção para os Estados Unidos através de uma parceria com uma marca americana, viu seus planos suspensos. "É muito difícil encontrar outro distribuidor que compre a causa da sustentabilidade, produzir chocolate com impacto positivo para o meio ambiente, para as pessoas", lamenta a empresária Josiane Luzz.

Diante dessa situação, o governo brasileiro recomenda que os pequenos empresários busquem apoio em instituições como o Sebrae e outras que oferecem orientações para a diversificação de mercados. A tarifa de 50% tem o potencial de causar o corte de até 146 mil empregos formais e informais no país, destacando a urgência das negociações e das medidas de apoio planejadas.

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: