
A produção brasileira de carnes deve alcançar a marca de 33,38 milhões de toneladas em 2026, impulsionada pelo desempenho recorde da avicultura e da suinocultura . O volume total estimado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para as três principais proteínas (frango, suína e bovina) aproxima-se do recorde registrado em 2025.
Segundo o Quadro de Suprimento da Conab, divulgado no último dia 10, o crescimento é acompanhado por uma maior disponibilidade de carne de aves e suínos no mercado interno . O cenário reflete a consolidação do Brasil como um dos principais players globais no setor de proteína animal.
Carne suína atinge rebanho recorde
A produção de carne suína é o destaque do setor, com um incremento previsto de quase 4% em relação a 2025. O rebanho brasileiro deve atingir 44,8 milhões de cabeças , o maior montante da série histórica, resultando em uma produção total de 5,88 milhões de toneladas.
De acordo com Gabriel Rabello, gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, o aumento da demanda e a abertura de novos mercados internacionais impulsionam o setor. As exportações devem chegar a 1,58 milhão de toneladas, uma alta de 6,1% em comparação ao ano anterior.
Mesmo com o foco nas vendas externas, o consumidor brasileiro também terá maior oferta. A disponibilidade de carne suína no mercado interno deve crescer 3,4%, totalizando aproximadamente 4,33 milhões de toneladas.
Brasil consolida liderança na avicultura
A produção de aves de corte mantém a tendência de crescimento e deve superar as 16 milhões de toneladas produzidas neste ano. O resultado reforça a posição do Brasil como o maior fornecedor mundial da proteína.
As exportações de frango têm previsão de alta de 3,6%, alcançando 5,34 milhões de toneladas . "As vendas externas continuam em ascensão graças às boas condições sanitárias do Brasil, que asseguram a qualidade da produção e minimizam o impacto de doenças como a gripe aviária", avalia Rabello.
No mercado interno, a oferta prevista é de 10,85 milhões de toneladas, um aumento de 1,8%. Além da carne, a produção de ovos também segue aquecida, com estimativa de 51,2 bilhões de unidades, um crescimento de 4,6% frente a 2025.
Setor bovino enfrenta ajuste no ciclo pecuário
Diferente das outras proteínas, a carne bovina deve apresentar uma leve queda de 5,3% na produção em 2026 , totalizando 11,3 milhões de toneladas. Apesar da retração, o volume representa a segunda maior produção da série histórica nacional.
A redução reflete o início da reversão do ciclo pecuário — período em que a oferta de animais para abate oscila devido à retenção ou descarte de fêmeas. Além disso, a cota de salvaguarda chinesa, que limita as exportações brasileiras a 1,1 milhão de toneladas anuais, impacta o volume de vendas internacionais.
A Conab destaca, porém, que investimentos em genética e manejo podem tornar a queda menor do que o previsto. As exportações bovinas devem somar 4,35 milhões de toneladas, superando as médias registradas entre 2018 e 2024
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