Agro

Preço da carne nos Estados Unidos dispara e o café acompanha altas

Empresários do setor ainda acreditam que alguns itens possam entrar para a lista de exceção de Trump

Por Redação

REDAÇÃO

05/09/2025 • 13:29 • Atualizado em 05/09/2025 • 13:29

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$  6 bilhões em agosto, marcando o primeiro mês de impacto das tarifas impostas pela administração de Donald Trump. As medidas afetaram significativamente o comércio entre Brasil e Estados Unidos, especialmente nos setores de carne bovina e café, produtos de grande relevância na pauta exportadora brasileira.

As tarifas, que chegam a 50% sobre alguns produtos , provocaram uma queda de 18% nas exportações brasileiras para o mercado americano . A carne bovina brasileira, que nos últimos cinco anos se tornou um item frequente nos restaurantes americanos, viu seu valor disparar nos EUA, atingindo preços máximos históricos. "A gente tem visto uma crescente nos preços de carne aqui nos Estados Unidos", afirma Roberto Perosa, presidente da Abiec (Associação Brasileira dos Exportadores de Carne). Ele explicou que isso se deve, em parte, à falta local e também à restrição imposta às importações do Brasil, que possui uma das carnes mais competitivas do mundo.

Em resposta às tarifas, uma comitiva de mais de 130 empresários brasileiros esteve nos Estados Unidos para negociações com representantes do departamento de comércio e do Tesouro americano. A estratégia brasileira é destacar que as tarifas representam um prejuízo para ambos os países, principalmente em produtos como o café, que é essencial para a indústria americana. A indústria americana precisa do nosso produto para atender 76% de toda a população norte-americana que toma café", diz Marcos Mattos, do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café). Ele ainda diz que que, apesar das dificuldades políticas, o diálogo pode mudar o cenário atual.

Uma das estratégias discutidas é aumentar a lista de exceções às tarifas, que atualmente exclui cerca de 700 produtos brasileiros, mas não o café. "Em algum momento, e a gente está buscando que isso se antecipe o máximo possível às condições políticas se alternem ou exista o diálogo. E aí sim, o café está pronto para entrar em uma lista de exceção", reforça Mattos.

Enquanto isso, Donald Trump recorreu à Suprema Corte Americana para manter as tarifas globais, após um tribunal considerá-las ilegais. Este movimento jurídico mostra a complexidade e a gravidade do impacto das tarifas nas relações comerciais bilaterais, sublinhando a urgência de encontrar uma resolução que beneficie ambos os países.

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