
As exportações brasileiras de milho e soja registraram alta expressiva no acumulado até julho de 2026, impulsionadas pelo escoamento nos portos do Arco Norte. No comparativo anual, os embarques de milho atingiram 9,8 milhões de toneladas, alta de 10,53%, enquanto a soja somou 82,9 milhões de toneladas exportadas, incremento de 7,8% em relação a 2025. Os dados constam no Boletim Logístico divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Principal produtor de grãos do país, Mato Grosso apresentou retração nas cotações dos fretes rodoviários na maioria das rotas pesquisadas em julho. Após um período de alta entre março e abril devido à safra da soja, os valores recuaram em 18 das 25 rotas avaliadas, com oscilações que vão de queda de até 11% a alta de até 4% frente a junho. A Conab aponta que, apesar da baixa recente, a base de referência permanece em patamar elevado pela dinâmica da safra 2025/26.
Em Mato Grosso do Sul, os fretes recuaram no comparativo mensal, mas acumulam alta anual em 15 das 17 rotas avaliadas, impulsionados pelo fluxo de milho para nutrição animal e indústrias locais. Goiás registrou declínio nos percentuais mensal e anual na maior parte das rotas, enquanto o Distrito Federal apresentou variações positivas de 9% a 32% em relação ao mesmo período do ano passado, reflexo dos custos operacionais e do avanço da colheita do milho segunda safra.
Dinâmica logística nas praças do Matopiba e Sul
Nas praças da Bahia, os fretes de grãos ficaram mais baratos em julho, com quedas de até 8% influenciadas pela redução dos estoques de soja e queda nos preços do milho. No Maranhão, o pico de escoamento nos meses anteriores reduziu a demanda por movimentação de cargas, e as rotas piauienses oscilaram com predomínio de baixa devido à entressafra.
No Paraná, o fluxo logístico foi intensificado pelo milho segunda safra e pelas exportações de soja, com destaque para a rota entre Campo Mourão e o porto de Paranaguá, onde as cotações saltaram cerca de 40%. Na região Sudeste, as rotas paulistas com destino ao porto de Santos apresentaram recuo.
O Arco Norte concentrou 46,12% das exportações de milho e 39,03% das de soja entre janeiro e julho de 2026. O porto de Santos foi o segundo principal polo de escoamento, respondendo por 22,27% do milho e 35,74% da soja embarcados no período. As importações de fertilizantes somaram 22,4 milhões de toneladas, recuo de 7,48% em comparação a 2025.
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