
A entrada gradativa da terceira safra no mercado nacional pressiona os preços do feijão carioca, que registram tendência de queda nas cotações praticadas no campo. A análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que o aumento na oferta do produto amplia a postura cautelosa dos compradores, reduzindo os valores negociados diretamente com os produtores.
Por outro lado, o mercado do feijão-preto apresenta um comportamento oposto no mesmo período. A confirmação de uma produção menor na safra atual sustenta o patamar dos preços, impedindo recuos significativos.
No entanto, os pesquisadores do Cepea ressaltam que a intensidade da demanda consumidora ainda impõe limites para movimentações mais expressivas de valorização desse tipo de grão.
Impacto da oferta no campo e repasse de preços ao varejo
O cenário econômico no setor produtivo revela um descompasso entre os valores negociados no campo e os praticados nas prateleiras dos supermercados.
Enquanto a cotação paga aos produtores de feijão carioca reflete imediatamente o avanço do volume colhido na terceira safra, a ponta final da cadeia consumidora ainda absorve os custos de ciclos anteriores.
De acordo com os pesquisadores do Cepea, o varejo continua a repassar ao consumidor final as altas acumuladas ao longo da primeira e da segunda safras do ano.
Esse ajuste gradual no comércio varejista faz com que a queda verificada no campo demore mais tempo para ser percebida diretamente na ponta das vendas.
A expectativa de agentes do setor do agronegócio é que a regularização da oferta com a consolidação da terceira safra possa estabilizar o fluxo do abastecimento interno, alinhando as cotações entre o atacado e o varejo nos próximos meses.
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