
No Sudoeste Goiano, uma região tradicionalmente marcada pelas vastas lavouras de soja e milho, a plantação de mandioca (conhecida localmente como aipim ou macaxeira) se transformou em uma oportunidade de negócio e uma forma eficaz de diversificar a produção e ampliar a renda dos agricultores.
O produtor Sidicley Soares , que se mudou de Aracaju (SE) para Rio Verde (GO), percebeu a escassez de mandioca no mercado local e decidiu apostar na cultura há cinco anos, uma decisão que tem gerado bons resultados.
Detalhes da Produção e Irrigação
Em uma área de 2 hectares, Sidicley cultiva mais de 10 mil pés da espécie vassourinha .
Um dos fatores de sucesso foi o investimento em um sistema de irrigação por gotejamento . As plantas são irrigadas diariamente por cerca de uma hora, o que permitiu manter o bom desempenho da lavoura mesmo durante os períodos de estiagem, como o mês de maio, quando a plantação foi iniciada.
Desafios e Comercialização
O produtor enfrenta o desafio do ataque de insetos, como a mosca branca e a cigarrinha , que podem atrapalhar o desenvolvimento da planta ao se alimentar da seiva da folha. Sidicley prefere o manejo manual e o uso da enxada para controlar as pragas, evitando o uso de veneno.
A produção abastece o comércio local, mas o modelo de comercialização é incomum: os clientes vão até a lavoura para colher e escolher os produtos diretamente do campo, cabendo ao produtor apenas conferir o volume.
A mandioca no Brasil e planos futuros
No Brasil, cerca de 40% da produção de mandioca é destinada à fabricação de farinha, 20% ao processamento de amido e o restante se divide entre o consumoin naturae a alimentação animal.
Diante do sucesso, o produtor Sidicley pretende ampliar sua área de cultivo para 15 mil pés nos próximos anos, mas reconhece que a mandioca demanda muito trabalho.
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