Agro

Maior safra de olivas brasileiras impulsiona vendas de azeite na Expointer

Azeite brasileiro ganha destaque na Expointer com safra recorde e preços unificados

Da redação

DA REDAÇÃO

30/08/2026 • 13:32 • Atualizado em 30/08/2026 • 13:32

No Pavilhão Internacional da feira, um espaço coletivo organizado pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva)
No Pavilhão Internacional da feira, um espaço coletivo organizado pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) - Foto: Arthur Chagas

A 49ª Expointer, inaugurada neste sábado (29) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS) , traz como grande atração a comercialização e d egustação de azeites de oliva extravirgem nacionais . O evento ocorre após o Brasil registrar a maior safra de sua história na olivicultura, alcançando 1,434 milhão de litros produzidos em 2026, o que representa um crescimento expressivo de 496,75% em comparação ao ano anterior. Desse total, o estado do Rio Grande do Sul foi responsável por cerca de 1,17 milhão de litros.

No Pavilhão Internacional da feira, um espaço coletivo organizado pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) reúne aproximadamente 30 produtores e entre 60 e 80 rótulos de diversas regiões produtoras do país. O local adota uma política de preços unificados para os produtos, permitindo que os visitantes façam escolhas baseadas estritamente na degustação e no agrado pessoal durante a visitação.

O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, destaca que a presença na exposição celebra o momento histórico do setor e aproxima o público dos itens nacionais. Segundo o dirigente, a iniciativa incentiva o público a experimentar novas variedades que podem acompanhar diferentes preparações culinárias , como sopas, saladas, risotos e até mesmo doces.

Rigor de qualidade e Selo Premium

A experiência sensorial promovida no evento também serve como ferramenta de orientação em um cenário marcado por debates sobre a autenticidade de mercadorias comercializadas como azeite extravirgem. De acordo com Obino Filho, o teste prático ajuda a evidenciar as distinções entre categorias de produtos, considerando que o padrão extravirgem exige parâmetros laboratoriais rigorosos, como uma taxa de acidez livre de até 0,8%.

Parte dos óleos gaúchos presentes na feira conta ainda com o Selo Premium, uma certificação concedida em parceria com a Secretaria de Inovação Ciência e Tecnologia (Sict) que exige índices de acidez ainda mais restritos, limitados a até 0,3%. O dirigente pontua que diversos produtores do estado alcançam marcas entre 0,1% e 0,15%, atestando o padrão de excelência e o cuidado no processamento das azeitonas.

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: