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Entenda como a Lei de Licenciamento Ambiental mudará a rotina dos brasileiros

Legislação pode acelerar obras de infraestrutura como a Ferrogrão

Por Redação

REDAÇÃO

14/07/2025 • 15:12 • Atualizado em 14/07/2025 • 15:12

A discussão em torno da nova lei de licenciamento ambiental, já aprovada pelo Senado e que agora segue para votação na Câmara dos Deputados, promete acelerar o desenvolvimento de infraestrutura no Brasil. A legislação, que propõe padronizar e racionalizar o processo de licenciamento ambiental, tem potencial para impactar diretamente no dia a dia dos brasileiros ao facilitar a realização de obras importantes, como a construção da ferrovia Ferrogrão .

A Ferrogrão, planejada para conectar Sinop, no Mato Grosso, ao Porto de Miritituba, no Pará, é um exemplo claro da necessidade de reformas no sistema de licenciamento do país. Este projeto visa melhorar o escoamento das safras de soja e milho, reduzindo custos ao substituir o transporte rodoviário pela ferrovia. "A estrada de ferro foi projetada para facilitar o escoamento da safra de soja e de milho e reduzir os custos", explica o repórter Sebastião Garcia.

Atualmente, o transporte desses grãos é realizado majoritariamente por caminhões pela BR-163, uma rota que ainda carece de asfalto em muitos trechos. Com a nova ferrovia, o custo dos alimentos poderia diminuir, beneficiando tanto a indústria quanto o consumidor final. "Se tivéssemos esse acesso à ferrovia e a uma rodovia mais digna, chegaria mais barato a indústria e transformaria o alimento no consumidor final mais barato", relata Garcia.

A nova proposta de licenciamento ambiental defende a implementação de critérios específicos para cada tipo de atividade, considerando os impactos ao meio ambiente. Além disso, a proposta traz a licença por adesão e compromisso, que permite ao empreendedor declarar sua responsabilidade pela obra, fortalecendo a autonomia dos órgãos ambientais nas decisões.

Contrários ao projeto argumentam que ele pode flexibilizar as regras ambientais, enquanto defensores acreditam que ele traz uma racionalização necessária. "Quem defende diz que ele racionaliza", menciona Garcia, destacando que a nova lei não visa facilitar o desmatamento, mas sim proporcionar prazos e regras claras para análise dos processos.

Além do agronegócio, o licenciamento ambiental afeta vários outros setores, autorizando desde a construção de aeroportos até a instalação de indústrias diversas. Portanto, a aprovação dessa lei é vista como um passo essencial para o progresso infraestrutural e econômico do Brasil, tanto no campo quanto nas cidades.

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