Agro

Lampião e Maria Bonita inspiram agronegócio familiar no centro-oeste

Casal empreendedor transforma produção artesanal em negócio de sucesso na capital federal com estratégia visual e sabores exóticos

Da redação

DA REDAÇÃO

27/03/2026 • 13:37 • Atualizado em 27/03/2026 • 13:37

A tradição de fabricar licores, trazida ao Brasil pelos portugueses, ganhou uma nova roupagem em Brasília (DF) pelas mãos do casal de agroempreendedores Ronaldo e Thaís . Há três anos, Ronaldo decidiu transformar sua paixão por licores em um negócio lucrativo , utilizando como estratégia de marketing a imagem icônica de Lampião e Maria Bonita . A iniciativa une a qualidade do produto artesanal a uma forte identidade visual nordestina, atraindo clientes em feiras e bares da capital.

A escolha do tema não foi por acaso. Para Ronaldo, Lampião é uma das figuras mais conhecidas do país, e associar o personagem ao licor trouxe um diferencial competitivo imediato . "Vi na produção de licores uma questão de marketing. Associar o Lampião ao licor ficou uma coisa bem interessante do ponto de vista visual", explica o empreendedor.

Sabores exóticos e álcool de cereais

O diferencial dos produtos que o casal fabrica está na técnica e na variedade. Atualmente, eles produzem pelo menos 30 sabores, que vão desde frutas tradicionais, como o maracujá, até misturas exóticas como pimenta com jambu, doce de leite e milho verde. Todo o processo começa de forma caseira, no fogão, onde é preparada a calda que dá base à bebida.

Outra curiosidade é a substituição da cachaça pelo álcool de cereais . Segundo as pesquisas realizadas pelo casal, esse tipo de álcool — comum na panificação e perfumaria — garante um sabor mais refinado e maior qualidade ao licor final. "Os mais antigos faziam com cachaça, mas com álcool de cereais o licor fica mais saboroso e ganha uma qualidade extraordinária", destaca Ronaldo.

Planos de expansão

O negócio, que começou como uma iniciativa pequena, hoje produz cerca de 1.500 garrafas mensais. Enquanto Ronaldo foca na estratégia e produção, Thaís assume o papel de "Maria Bonita" na operação, sendo responsável pelo toque final: a rotulagem e o lacre das embalagens. "Minha parte é dar o toque final, deixar tudo no jeitinho", conta Thaís.

O próximo passo do casal é a formalização completa do registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) . Para acelerar o processo, eles planejam uma parceria com uma fábrica em Goiânia que já possui a documentação necessária para o envase industrial. O objetivo é levar o "melhor licor de Brasília" para outros estados — como Rio de Janeiro e São Paulo — e, futuramente, até exportar a produção.

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