Agro

Hortaliças aliviam inflação, mas frutas e cereais ficam mais caros

Tomate, batata-inglesa e cenoura tiveram queda de preços, mas frutas como a manga subiram e pesam mais no bolso do consumidor

VIVIANE TAGUCHI

11/08/2026 • 17:11 • Atualizado em 11/08/2026 • 17:11

Variações climáticas deixam a manga mais cara; cebola e feijão também encarecem
Variações climáticas deixam a manga mais cara; cebola e feijão também encarecem - Foto: Reprodução/Agro+

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trouxe um alívio temporário para o orçamento das famílias. A prévia da inflação apontou que o grupo de alimentos e bebidas contribuiu significativamente para a desaceleração do índice geral, impulsionado pela queda expressiva no preço de itens básicos da cesta básica, como legumes e hortaliças.

A deflação do setor alimentício foi puxada principalmente pelo pepino, que despencou 33,42% , e pelo tomate, com redução de 29,09%. Em contrapartida, intempéries climáticas e fatores sazonais sustentaram o encarecimento de itens como a manga, que liderou as altas ao subir 14,74%, e o limão, com reajuste de 10,59%.

Hortifrútis registram forte alívio nos preços

O recuo nos preços dos hortifrútis foi o principal motor para a contenção da inflação no período. A maior oferta de produtos no campo beneficiou o consumidor final na hora das compras, aliviando o custo de legumes e raízes muito presentes na mesa dos brasileiros.

Além do pepino e do tomate, a batata-inglesa apresentou recuo expressivo de 19,59%, seguida pela cenoura, que barateou 14,41%. Outros produtos de hortifrúti também registraram quedas relevantes:

O setor de pescados também colaborou para a sequência de reduções. O peixe-filhote caiu 6,50%, enquanto o peixe-peroá recuou 5,73%, seguido pelo peixe-tainha (-4,25%) e pelo peixe-cação (-3,94%).

Frutas e grãos encarecem a cesta básica

Apesar do recuo generalizado em diversos itens hortifrutigranjeiros, o consumidor encontrou pressão de alta em frutas específicas e produtos essenciais . A variação climática nas regiões produtoras afetou a safra da manga, elevando a cotação da fruta no mercado interno.

O limão e a melancia também figuraram entre os maiores aumentos da prévia inflacionária, registrando altas de 10,59% e 7,78%, respectivamente. A cebola, item fundamental no tempero diário, subiu 7,74%.

Confira os alimentos que registraram as maiores altas no período:

O comportamento do leite longa vida, que subiu 2,47%, e das variedades de feijão (preto com 3,28% e fradinho com 3,04%) mostra que a proteína e os grãos de consumo básico mantiveram o viés de alta, contrapondo o alívio conquistado na seção de legumes da feira.

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