
O Ministério da Saúde do Camboja confirmou, no último sábado (21) que um homem de 52 anos morreu em decorrência da gripe aviária no país . Ele vivia na região de Svay Rieng e teve contato com galinhas doentes e mortas dois dias antes de começar apresentar os sintomas da doença, informou o órgão. Entre os sintomas, foram destacados febre, tosse e dificuldade para respirar. É a quinta morte por gripe aviária registrada no Camboja neste ano.
No mês passado, um menino de 11 anos também morreu em decorrência da doença no país. Em nota, o governo divulgou que “Foi identificado que, nos arredores da residência da criança, aves domésticas, como galinhas e patos, apresentaram casos de doença e morte consecutivas durante a semana anterior ao início dos sintomas na criança”.
Em janeiro deste ano, um homem de 28 anos que criava aves em casa foi o primeiro a morrer no país devido à gripe aviária. Em fevereiro, a gripe aviária matou uma criança de dois anos e em março, uma menina de 3 anos morreu em decorrência da contaminação do H5N1.
Neste ano, uma pessoa também morreu nos Estados Unidos em decorrência da gripe aviária. A vítima era um homem de 65 anos que teve contato com aves domesticas contaminadas. E, em abril, a gripe aviária também matou duas crianças, no México e n Índia. De acordo com autoridades mexicanas, a contaminação da menina de oito anos pode ter ocorrido em um zoológico, enquanto na Índia, a família informou ao Instituto Nacional de Virologia que a criança, dias antes da morte, havia consumido carne de frango crua.
Gripe aviária em humanos
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o dia 22 de abril, em todo o mundo, foram confirmados 10 casos de gripe aviária em humanos neste ano. Entre os anos de 2003 e 2025, a OMS registrou 973 casos de H5N1 em humanos, com 470 mortes, uma taxa de letalidade de 48,3%. Entretanto, entre os anos de 2020 a 2024, foram 102 infecções, 68 apenas nos EUA, e 10 óbitos em todo o mundo.
A gripe aviária é provocada por cepas do vírus influenza que circulam entre aves, mas causam casos esporádicos em outras espécies, como em mamíferos. No Brasil, a doença foi detectada pela primeira vez em maio de 2023 em aves silvestres e, em maio deste ano, h ouve um caso em uma granja comercial, no Rio Grande do Sul. No entanto, foi o único caso e o Brasil já de recuperou o status de livre da doença. Até agora, desde maio de 2023, o Brasil registrou 175 casos da doença em aves. Em humanos, a contaminação se dá por contato direto com animais infectadas.
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