
As exportações brasileiras de carne suína alcançaram um marco histórico em março de 2026. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), divulgados nesta quarta-feira (8), o país embarcou 153,8 mil toneladas do produto, somando itens in natura e processados.
O volume representa um crescimento expressivo de 32,2% na comparação com março de 2025. O desempenho consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal, impulsionado pela abertura de novos mercados e pela sanidade do rebanho nacional.
A receita gerada pelos embarques no mês também estabeleceu um novo recorde. O faturamento atingiu US$ 361,6 milhões, montante 30,1% superior aos US$ 278 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
Ásia lidera as compras e impulsiona o setor
O resultado positivo é explicado pelo aumento da demanda em mercados estratégicos, com destaque para as Filipinas. O país asiático importou 48,9 mil toneladas em março, um salto de 80,7% em relação ao ano anterior.
O Japão também apresentou um crescimento robusto, com a compra de 18,2 mil toneladas, alta de 85,8%. Outros destinos importantes incluíram o Chile e a China, embora o gigante chinês tenha registrado uma leve retração no ritmo de compras no período.
Ricardo Santin, presidente da ABPA, avalia que o cenário atual deve se manter nos próximos meses. De acordo com o executivo, a demanda global pela proteína brasileira segue elevada na Ásia e na América do Sul, o que sustenta as projeções de alta para o fechamento de 2026.
Santa Catarina lidera produção nacional
No cenário interno, o Sul do Brasil permanece como o motor das exportações. Santa Catarina, o maior estado exportador, enviou 71 mil toneladas ao exterior em março, apresentando um crescimento de 21,5% em comparação anual.
O Rio Grande do Sul registrou o maior avanço proporcional entre os estados líderes, com alta de 71,4% e um total de 43,3 mil toneladas exportadas. Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso também fecharam o mês com balanços positivos.
Para o produtor rural, esses números refletem o bom momento da suinocultura. O aumento dos embarques ajuda a regular a oferta interna e sustenta os preços pagos ao produtor, especialmente em um cenário de custos de produção monitorados, como os preços do milho e da soja.
Desempenho do trimestre mostra tendência de alta
O acumulado dos três primeiros meses de 2026 confirma a trajetória de crescimento do setor. No primeiro trimestre, o Brasil exportou 392,2 mil toneladas, volume 16,5% superior ao do mesmo intervalo de 2025.
A receita trimestral totalizou US$ 916 milhões, contra US$ 788,9 milhões no ano anterior. Esse fluxo de capital estrangeiro é fundamental para a balança comercial brasileira e para o fortalecimento do agronegócio nacional.
Especialistas apontam que a eficiência sanitária e a capacidade de processamento industrial são os diferenciais que permitem ao Brasil capturar fatias de mercado deixadas por outros competidores globais que enfrentam desafios produtivos.
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