O consumo de carne vermelha no Brasil registra uma tendência de alta neste mês de abril após o término da Quaresma . Durante o período de 40 dias que antecede a Páscoa, a tradição religiosa de restringir a proteína bovina impactou diretamente o comércio, com açougues registrando quedas de até 30% no movimento.
Retomada das vendas nos açougues
Com o fim das restrições alimentares seguidas por muitos cristãos , o fluxo de clientes nos estabelecimentos comerciais já apresenta sinais de normalização. Proprietários de açougues relatam que, embora o movimento tenha sido atípico nas últimas semanas, a procura por cortes bovinos começou a ser restabelecida logo após o feriado.
Manoel, que trabalha no setor de cortes, afirma que a situação era muito diferente até a semana passada. Segundo ele, a queda nas vendas foi acentuada, mas o clima agora é de otimismo com a volta dos consumidores que haviam substituído a carne vermelha por peixe ou outras proteínas.
A mudança de hábito é confirmada pelos próprios consumidores. Fernando, cliente assíduo, conta que os gastos no açougue diminuíram no último mês porque a esposa optou por não consumir nenhum corte de carne vermelha durante toda a Quaresma. "Agora estamos retomando a rotina de compras", explica.
Impacto nos índices econômicos e IPCA
A oscilação no consumo de carne bovina durante março e abril não afeta apenas o faturamento do varejo, mas também reflete em indicadores econômicos importantes. De acordo com especialistas ouvidos pelo AgroBand, a diminuição da demanda em março exerce uma pressão específica sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Especificamente no subitem de "Alimentação no Domicílio", esse efeito sazonal costuma ser revertido nos meses seguintes. Quando o consumo diminui, há um impacto estatístico que tende a se equilibrar assim que a demanda reprimida volta ao mercado, como ocorre agora em abril.
Perspectivas para o setor pecuário
A expectativa do setor é que a demanda nos açougues seja consideravelmente maior neste mês em comparação ao período anterior. Esse movimento é visto como uma recuperação natural do mercado interno. Além do fator religioso, a volta de pessoas que viajaram durante o feriado de Páscoa também contribui para o reaquecimento das vendas locais.
Para o consumidor Marco Antônio, a frequência das refeições com carne bovina em sua casa voltará ao normal a partir desta semana. Esse comportamento coletivo é o que sustenta a projeção de que o setor pecuário terá um mês de abril com escoamento de produção mais ágil, compensando a retração observada durante o ciclo da Quaresma.
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