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De touro a cavalos: conheça os esportes disputados no rodeio de Barretos

No Brasil, mulheres disputam a prova dos Três Tambores

Por Redação

REDAÇÃO

25/08/2025 • 16:00 • Atualizado em 25/08/2025 • 16:00

Em Barretos, mulheres disputam Três Tambores
Em Barretos, mulheres disputam Três Tambores - Foto: Divulgação/ABQM

A Festa do Peão de Barretos, que acontece em Barretos, no interior de São Paulo, até o dia 31 de agosto, revela os principais atletas de esportes equestres e de rodeio. Do Estádio do Rodeio, no Parque do Peão, saem campeões em modalidades projetados para disputar as provas no rodeio do Texas, nos Estados Unidos.

Neste fim de semana, um peão de apenas 19 anos, Gustavo Luis, recebeu o título de campeão da PBR Brazil, uma das etapas mais disputadas da temporada de rodeio . A final do rodeio internacional acontecerá no próximo fim de semana.

Durante toda a programação da 70ª Festa de Peão de Barretos, haverá disputas em várias modalidades. Conheça cada uma das modalidades que são disputadas em Barretos:

Touro

É considerada a modalidade mais radical do rodeio mundial. Foi introduzida em nosso país no fim da década de 70 . O competidor segura a corda americana - que envolve o corpo do animal - com apenas uma das mãos. A outra - que fica livre - que denominamos "mão de equilibrio" não pode tocar em nada, nem no próprio corpo, cerca/arena ou no lombro/corpo do animal. Caso isso ocorra será considerado apelo, ou seja SAT - sem aproveitamento técnico, nota zeo. Outro tipo de apelo é quando o competidor às vezes até involuntariamente "encaixa" a espora na corda americana que na gíria chamamos de "montar nos nós".Os juízes levam em consideração na avaliação de uma montaria o grau de dificuldade que o animal impõe ao competidor, enquanto maior, melhor a nota, desde que demonstre total domínio sobre o mesmo e suporte o tempo regulamentar que é de 8 segundos e varia de 0 a 100 pontos. Não é permitido o uso de quaisquer equipamentos que venham provocar maus tratos/lesões aos animais.

Sela Americana

É o estilo de montaria em cavalos mais tradicional do rodeio mundial . Foi aí que tudo começou em meados da segunda metade do século XIX nos Estados Unidos. O competidor segura um "cabo de cabresto" com cerca de 1,20m com apenas uma das mãos e obrigatoriamente tem que realizar o "mark-out", ou seja, ao abrir a porteira do brete quando o animal tocar com as duas patas dianteiras na arena as esporas tem que estar posicionadas na altura do pescoço do animal e em contato. Caso isso não ocorra será desclassificado. As esporas "são puxadas" para trás, obrigando o competidor a flexionar o joelho, na frequência do pulo do animal. O tempo regulamentar é de oito segundos. Usa-se uma sela diferente da de trabalho - não tem pito, ponto de apoio do laço. Como em todas as modalidades de montaria a avaliação varia de 0 a 100 pontos.

Bareback

Estilo que também nasceu nos Estados Unidos, só que mais recentemente. Como no anterior, há necessidade do competidor executar o mark-out. Usa-se um equipamento - bareback - que consiste em uma alça de couro que é feita sob medida para cada competidor que é colocada na altura da cernelha do animal e o mesmo "monta" diretamente sobre o dorso do animal. As esporas são puxadas no sentido do pescoço para o bareback, o que faz com que o competidor fique praticamente "deitado" sobre o dorso do animal. A nota também varia de Zero a 100 pontos desde que o competidor suporte o tempo regulamentar que é de 8 segundos.

Cutiano

Estilo de montaria em cavalos praticado apenas no Brasil. Tudo começou oficialmente em Barretos no ano de 1956. No decorrer do tempo as regras foram sofrendo alterações. O nome cutiano provém do formato do arreio em "v" ao contrário. O competidor segura a rédea com apenas uma das mãos, sendo que a livre também não pode tocar em nada como na montaria em touros. A espora tem que ser "puxada" do pescoço para a alça do arreio na frequência do pulo do animal. Enquanto mais alta, melhor a nota. O tempo regulamentar também é de oito segundos e a variação da nota de 0 a 100 pontos.

Team Penning

É uma modalidade de apartação, muito comum na lida, no dia a dia das fazendas. Os animais são numerados três a três (três com o número 01, três com o número 02, etc) - normalmente usam-se 30 animais que são colocados do lado oposto a um curral que é montado na arena. É disputada por um trio (normalmente formado por familiares/amigos) daí a denominação Prova da Família, que tem a função de "tirar" do lote os 3 animais cujo número foi sorteado "na hora". Entre o curral, bem próximo a ele, no sentido dos animais, há uma linha imaginária (linha de arbitragem). Caso ultrapasse mais de 4 animais após essa linha, será considerado "estouro" de boiada e por consequência sem aproveitamento técnico (SAT). É uma prova de fácil entendimento e dura no máximo 60 segundos.

Três Tambores

É a única prova feminina do rodeio. Com até milésimos de segundos, valendo a competição, a prova conta com um sistema totalmente eletrônico. Ao ultrapassar a linha imaginária que liga um conjunto de fotocélula o cronometro é automaticamente disparado. A competidora tem que contornar 3 tambores dispostos de forma triangular no menor tempo possível. Caso venha derrubar algum tambor ela será penalizada em 5s por tambor derrubado. Logo após a sua apresentação ela tem o seu animal vistoriado. Se tiver alguma marca proveniente de chicote/espora fora de padrão será automaticamente desclassificada. Para dar uniformidade à prova, a competidora com sua tralha deverá pesar no mínimo 65kg. Caso isso não ocorra, há necessidade de complemento que é feito através de colocação de pesos até atingir esse numeral.

Breakaway Roping

A modalidade é praticada por mulheres e a tradução mais justa para o termo é “laçada que se abre”. Uma prova considerada nova no Brasil, ela é uma variação do laço de bezerro, na qual o percurso é cronometrado e as amazonas desafiam-se para saber quem consegue laçar o bezerro primeiro e completar as tarefas da modalidade. O laço utilizado no Breakaway Roping é feito para ser quebrado e dessa forma, ele se rompe com a força do animal. A competidora que realiza suas tarefas no menor tempo é a grande vencedora da competição.

Team Roping

Também conhecido como "laço em dupla", é uma modalidade de rodeio em que dois cavaleiros e seus cavalos trabalham em sincronia para laçar um boi em movimento no menor tempo possível. Essa competição exige habilidade, precisão e grande cooperação entre a dupla, onde o "cabeceiro" laça a cabeça do boi, e o "pezeiro" laça as patas traseiras.

Ranch Sorting

É uma prova equestre em dupla, baseada no serviço com a pecuária, simulando a apartação de gado no trabalho de campo, de separar o gado em currais para manejo. A dupla precisa conduzir os garrotes de um curral para o outro, conforme ordem numérica sorteada no menor tempo possível. Na modalidade, a inteligência e a aptidão vaqueira dos atletas são colocadas em prática

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