A região de Jarinu, no o interior de São Paulo, deve ter uma excelente colheita de pêssegos neste ano. Após o prejuízo registrado no ano passado, os produtores estão animados com a produtividade dos pomares, beneficiada principalmente pelo clima mais favorável em 2025. O fenômeno La Niña, que influencia o clima e deixa as temperaturas mais amenas contribuiu muito para o desenvolvimento das floradas no verão e dos frutos, no outono-inverno.
Neste ano, o produtor rural Cassiano Contesini, que tem um pomar com 700 árvores (todas carregadas) estima que cada pé de pêssego deva produzir cerca de 20 kg de frutas . "O pegamento da floração e da frutificação foram bons e hoje nós temos esse resultado, com belos frutos", comemora o produtor, que aposta em variedades precoces da fruta.
Apesar de enfrentar a frustração no passado quando o clima não cooperava, a dedicação contínua dos produtores à gestão do pomar e ao manejo correto das árvores frutíferas está agora sendo recompensada. "Você cuida do pomar, faz todos os manejos, mas quando o clima interfere de maneira radical, as árvores não produzem e o produtor só fica frustrado", explica Cassiano. “Muitos desistem”. O clima interfere na produção de vários tipos de frutas no Brasil.
Além de um volume significativo, a qualidade do pêssego este ano está excepcional , descritos como saborosos e suculentos. No entanto, um desafio persiste: a falta de mão de obra . Cassiano relata que tem realizado a colheita praticamente sozinho, uma realidade dura que se soma ao esforço diário.
A região de Jarinu tem cerca de 50 produtores e deve colher em torno de 5 mil toneladas de pêssegos nesta safra, um número expressivo considerando que no ano passado, alguns produtores tiveram perda total da produção.
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