Agro

Chuvas em São Paulo interrompem sequência de quedas do etanol hidratado

Condições climáticas prejudicam a moagem de cana e sustentam os preços do combustível nas usinas paulistas após oito semanas de baixa no mercado

Da redação

DA REDAÇÃO

26/05/2026 • 12:12 • Atualizado em 26/05/2026 • 12:12

- Foto: José Cruz/Agência Brasil

As recentes chuvas registradas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do estado de São Paulo alteraram a dinâmica de negociação do etanol hidratado . Após acumular oito semanas consecutivas de queda, o preço do combustível voltou a subir no mercado paulista.

O aumento nas cotações é reflexo direto da redução da oferta. Segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as precipitações provocaram paralisações pontuais na moagem, o que diminuiu o ritmo de processamento de cana-de-açúcar pelas usinas.

Impacto na oferta e reação das usinas

Com o processamento de cana prejudicado pelas condições climáticas, as usinas adotaram uma postura de cautela e maior firmeza nas ofertas. Enquanto algumas unidades produtoras optaram por se afastar temporariamente das negociações, buscando reavaliar o cenário, outras elevaram os preços de venda para compensar a menor disponibilidade imediata do produto.

Do lado da demanda, as distribuidoras mantiveram um comportamento mais comedido. O volume de novas negociações permaneceu limitado, uma vez que as empresas priorizaram a retirada dos estoques adquiridos nas semanas anteriores. A avaliação do setor é de que esses estoques foram suficientes para atender à demanda imediata, sem a necessidade de grandes recomposições no curto prazo.

Perspectiva para a safra 2026/27

O mercado segue atento ao avanço da safra 2026/27. Os compradores têm atuado de forma pontual, evitando movimentos bruscos de compra, diante da expectativa de que a oferta de etanol cresça à medida que a colheita ganha ritmo, superando os contratempos causados pelo clima recente.

A volatilidade do preço do etanol hidratado reflete a sensibilidade do setor sucroenergético aos fatores climáticos, que impactam desde a colheita até a logística de distribuição nas usinas.

O acompanhamento dos dados da Conab e de instituições de pesquisa como o Cepea continua sendo essencial para produtores e distribuidores monitorarem os próximos níveis de preços do biocombustível no estado de São Paulo.

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