
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, nesta segunda-feira (15) que o início da pesquisa para o Censo Agropecuário, que começaria nesta semana em seis municípios, foi adiado para 2027. De acordo com Gustavo Junger da Silva, diretor do IBGE, o “atraso” deve-se a uma restrição orçamentária e a instituição reavaliou a pesquisa e o investimento. O IBGE solicitou ao governo federal uma verba de R$ 700 milhões em 2026, para começar a pesquisa de campo em 2027. A operação total é orçada em R$ 3,4 bilhões.
O pedido de verba foi feito através do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOAS), de acordo com Junger.
O censo agropecuário 2027 - 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola - deve ser realizado para atualizar as informações referentes ao campo, em todo o Brasil. O último censo foi realizado em 2017 e o orçamento citado inclui a remuneração mais valorizada para atrair recenseadores interessados em atuar na pesquisa de campo. O censo é a única pesquisa que visita todas as propriedades rurais brasileiras, independente de tamanho, localização ou atividade.
De acordo com o IBGE, a partir da reavaliação, o novo planejamento inclui o início do credenciamento dos estabelecimentos rurais em outubro de 2026, a coleta de dados pela internet em janeiro de 2027 e a coleta presencial a partir de abril de 2027. No entanto, o IBGE ainda precisará fazer um concurso público para a contratação de profisisonais e a expectativa é que isso seja definido até o dia 3 de julho do ano que vem, que ainda terá eleições. “Temos o período de defeso eleitoral e, para conseguir o processo de contratação, a homologação precisa ser realizada até 3 de julho de 2026. Se esse processo não ocorrer, só podemos convocar [os trabalhadores] depois da posse dos eleitos, em janeiro de 2027."
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