
A raça mangalarga retorna ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), para a disputa da 2ª Exposição Nacional de Função durante a 49ª Expointer, entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro. O evento reúne criadores e ginetes de diversas regiões do país em busca de uma premiação que supera R$ 100 mil.
A iniciativa visa valorizar a aptidão funcional e esportiva dos equinos, evidenciando o trabalho de seleção genética desenvolvido pelos criatórios nacionais. Ao longo da programação, os animais demonstram agilidade, docilidade e força na pista de equinos do parque.
A grade de competições inclui modalidades clássicas de habilidade e agilidade, como as provas de 6 balizas, 5 tambores, 3 tambores e o Working Penning . Nessas disputas funcionais, cavalo e cavaleiro realizam percursos delimitados no menor tempo possível, sem cometer penalidades nos obstáculos.
Além das modalidades tradicionais, a agenda reserva atrações voltadas ao entretenimento do público presente. No sábado, 29 de agosto, ocorre o desafio do Cavalo Contra a Moto, teste projetado para demonstrar o tempo de reação e a aceleração dos animais.
O cronograma oficial contempla também o julgamento morfológico dos exemplares inscritos. Nessa etapa técnica, os jurados avaliam a conformação física, o aprumo e a fidelidade ao padrão racial do cavalo mangalarga.
A realização das provas conta com a chancela e o suporte financeiro da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM). A entidade vem ampliando as premiações para fortalecer a base esportiva da raça.
O presidente da ABCCRM, Fernando Tardioli, afirma que a Expointer representa uma vitrine essencial para difundir as qualidades dos animais. Segundo o dirigente, a entidade investe nas premiações em todos os eventos como forma de incentivar o esporte e atrair novos competidores e criadores.
A expectativa para esta edição é de disputas equilibradas do início ao fim. O diretor de Esportes do Núcleo Riograndense de Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (NRCCRM), Cristiano Antunes, explica que a versatilidade dos animais vem elevando o nível técnico a cada ano.
De acordo com o diretor, como as provas são definidas por tempo, pequenas frações definem o pódio. A diferença entre o primeiro e o quinto colocado costuma ser determinada por centésimos ou milésimos de segundo.
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