Os cafeicultores da região norte do Brasil estão celebrando a crescente aceitação do café produzido na região, especialmente aqueles provenientes da Amazônia, que têm conquistado paladares ao redor do mundo. Uma recente degustação guiada ressaltou a importância da ciência e tecnologia na produção dos cafés robusta amazônicos , evidenciando práticas sustentáveis e a qualidade superior dos grãos.
Segundo Henrique Alves, pesquisador da Embrapa Rondônia, o café é a bebida mais consumida no mundo, depois da água, e nos últimos anos, as variedades robustas amazônicas vêm sendo valorizadas. Ele mostra como as tecnologias utilizadas no cultivo de cafés na região podem gerar mais renda e qualidade de vida aos produtores locais. Alves destaca que a pesquisa e a inovação têm sido essenciais para transformar o café, anteriormente visto como um produto de segunda linha, em um dos mais emblemáticos e com características sensoriais destacadas no mercado global.
Celeste Suruí, cafeicultora de Rondônia, compartilha sua experiência com o cultivo do café e sua relação com o território: "O trabalho que a gente vem fazendo é no nosso território, dentro da nossa região." Através de seu engajamento, ela exemplifica como a comunidade local está integrada e está sendo beneficiada pelo crescimento da cafeicultura.
O evento também contou com a participação de Ana Siqueira, proprietária do café em Meru, em Pacaraima e primeira barista indígena do Brasil . Ela ressaltou a importância de eventos como oAmazon Tech 2025para a promoção do café amazônico. Ela, que já tinha experiência com o café arábica artesanal, enxergou neste evento uma oportunidade a mais para explorar novos sabores e adquirir conhecimentos sobre os robustas amazônicos , com o objetivo de levar essas novidades para sua comunidade e auxiliar em todo o processo de plantação e pós-colheita do café.
A cafeicultura em Roraima, embora seja uma atividade recente, vem crescendo em ritmo acelerado, marcada pela produção dos cafés de variedades robustas, tipicamente mais solúveis que as variedades arábicas. Estes cafés não só representam uma nova perspectiva econômica para a região, como também destacam o potencial da Amazônia em produzir variedades adaptadas às condições climáticas locais, com um viés ecológico e a valorização do trabalho em comunidade.
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