
O agronegócio de pescados de luxo movimenta milhões de dólares anualmente, e no topo da cadeia de valor está um único peixe: o atum-rabilho, também conhecido como Atum Azul ou Bluefin . Este peixe, altamente cobiçado por sua carne de textura amanteigada e alto teor de gordura , é consistentemente citado como o mais caro do mundo.
Seu valor exorbitante é regularmente visto em leilões anuais realizados no Japão, onde exemplares únicos chegam a ser negociados por quantias que alcançam a casa dos milhões de dólares . A demanda pelo Bluefin é impulsionada, principalmente, pelo mercado de sushi e sashimi de alta gastronomia.
O atum Bluefin é a principal estrela no mercado de pescados de luxo. A textura macia e o alto teor de gordura de sua carne são características que justificam seu valor, tornando-o um ingrediente indispensável em restaurantes de elite ao redor do mundo .
Leilões milionários e escassez
Os valores recorde do atum-rabilho são atingidos em eventos no Japão, que se consolidou como o principal mercado consumidor de Bluefin de altíssima qualidade. O preço mais alto que havia sido documentado foi em 2019, quando um atum de 278 quilos foi arrematado por impressionantes US$ 3,1 milhões (cerca de 333,6 milhões de ienes, na cotação da época). Mas, em janeiro deste ano, um exemplar de quase 280 kg foi leiloado por mais de R$ 7,4 milhões para um restaurante em Tóquio.
A principal causa dessa valorização é a sua escassez. A pesca excessiva e a dificuldade de captura fizeram com que o Atum Bluefin se tornasse um recurso limitado, elevando o preço de mercado para níveis recordes.
Wagyu do mar
O corte mais valioso do Atum Bluefin é conhecido como "Toro" . Este corte provém da parte da barriga do peixe e é o mais disputado devido à sua extrema maciez e ao maior teor de gordura.
A qualidade do Toro é frequentemente comparada à da carne bovina Wagyu (de alto marmoreio), famosa por sua gordura entremeada que derrete na boca. No mercado brasileiro, o quilo do Atum Bluefin pode custar, em média, entre R$ 500 e R$ 800, dependendo do corte e da variação cambial, sendo os cortes Toro os mais caros.
Devido ao seu custo elevado, restaurantes de luxo no Brasil comumente dividem a compra de grandes exemplares para reduzir o impacto financeiro e garantir o fornecimento deste peixe de elite.
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