
Fiscais agropecuários apreenderam, em Minas Gerais, uma carga de 4 mil frascos de anestésico de uso veterinário que seriam revendidos como drogas recreativas. O lote foi avaliado em R$ 4,3 milhões. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) o produto apreendido é de uso veterinário à base de cetamina.
A Operação Ronda Agro XCV – Nêmesis foi deflagrada nos dias 4 e 5 de agosto por agentes do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) e do Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal da Superintendência Federal de Agricultura em Minas Gerais, em parceria com as Polícias Civis do Distrito Federal e de Minas Gerais. A operação teve como objetivo combater o desvio de uso de produtos veterinários à base de cetamina.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em estabelecimentos agropecuários. A fiscalização confirmou o envolvimento de empresas e médicos-veterinários na aquisição de produtos veterinários controlados com o objetivo de desviar seu uso para fins ilícitos.
Ao todo, foram apreendidos mais de 4 mil frascos de medicamentos à base de cetamina, anestésico de uso exclusivo veterinário. Os produtos seriam revendidos como droga recreativa, podendo atingir valor até quatro vezes superior ao preço original, gerando lucro ilícito aos envolvidos. Durante a ação, também foram constatadas a falsificação de Notificações de Aquisição para a compra dos produtos e situações de maus-tratos a animais em uma clínica veterinária.
O que é a droga veterinária cetamina
A cetamina é um anestésico de uso veterinário regulamentado por controle especial, conforme a Instrução Normativa SDA nº 35/2017. No entanto, o uso indevido dessa substância como droga tem se tornado cada vez mais frequente, representando riscos significativos à saúde pública.
Estudos apontam que o uso recreativo da cetamina pode levar a quadros de dependência, convulsões, alterações comportamentais e, em casos graves, à morte. A substância também tem sido associada a síndromes clínicas graves, como lesões no trato urinário e hepático, e até mesmo ao uso em crimes como abuso sexual, sendo classificada como “droga para estupro” em determinadas situações.
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